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15 julho, 2006
Duas semanas a trabalhar como monitora num campo de férias com noventa miúdos deixaram-me neste lindo estado...
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09 julho, 2006
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que eles ganham muito e o resto do país ronda a miséria
que a vida não pára, que a economia, a educação, a saúde, a política e tudo o resto continuam uma desgraça
que alguns deles nem sabem falar e que o futebol não é tudo
já sei isso tudo!

agora, suas mentes cinzentas e infelizes, deixem lá o fado e o medo de ser alegres. Nem que seja só por uns dias, nem que seja por um motivo frívolo e volátil
enjoy the moment, deixem lá os portugueses aproveitarem livremente este bocadinho
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05 julho, 2006

Incrível como até a milhares de kilómetros de distância consegues adoçar os meus dias.
Adoro-te tanto que as saudades doem, cada vez mais, e já só me deixam pensar no abraço do reencontro...
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02 julho, 2006
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01 julho, 2006
30 junho, 2006
Hoje quando comentava com uma colega que estava atrasada para um jantar de amigas, just girls, ela respondeu um "ui isso não deve ser muito divertido pois não?". Ao principio pensei que estava a brincar, a ser irónica, depois percebi que era mesmo esse o sentido que queria dar e tentei explicar-lhe que não. Que nos conhecemos há mais de 10 anos e fazemos parte da vida uma das outras com mais ou menos distância, mediante as fases de vida. Que namorados vão e vêm, que se acabam e terminam cursos, que se muda de cidades, que algumas até têm filhos (liiindos!) mas que há coisas que nunca mudam.
O jantar correu como sempre, com muitas gargalhadas, copos de vinho, notícias actuais e coisas tiradas do baú, planos e confidências. Adoro momentos destes. Adoro partilhar a minha vida com elas, que partilhem as minhas memórias, que sejam pilares fortes do meu Eu. Que estejam nas horas boas, nas horas más. Que conheçam as minhas forças e fraquezas. Que sejam sempre verdadeiras. Que sejam lindas, fortes, inteligentes. Que façam parte da minha história e me ajudam a ver o quanto crescemos ao longo destes anos.
Por muito cinzento que esteja o céu, por muito incerto esteja o futuro, há algo que sempre me transmite harmonia, felicidade, plenitude. Como uma rede de trapezista, uma base segura, que me diz que tudo vai ficar bem.

Como dizia uma amiga no outro dia, se é para levar à letra o "diz-me com quem andas e eu dir-te-ei quem és", então eu devo ser uma pessoa fantástica! ;)
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29 junho, 2006
Chegada a Portugal depois de uma semana loucamente preenchida sinto-me como que desnorteada... Como se tivesse saído de um carrocel gigante e agora, deixada à deriva, não soubesse que caminho tomar...
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Uma amiga que está em Recife comentava que durante o jogo de Portugal tinham feito um clip com imagens do Scolari a dar indicações para dentro do campo, com a sua postura incansável.
Em Espanha a televisão tem outras prioridades. O jogo decorria e faziam-se grandes planos demorados à coxa do Cristiano enquanto este era assistido pelo médico. Já no jogo da Inglaterra com o Equador focavam a Victoria Beckham e faziam-se comentários sobre a ex Spice Girl enquanto a Inglaterra batia um pontapé de canto. Há prioridades e prioridades e lá elas têm tons côr-de-rosa...
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27 junho, 2006
Acabaram-se os fair play e coisinhas amigáveis!
O meu coração está tanto com os "tugas" que até o Petit já faz parte da minha convocatória feminina!
;)
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26 junho, 2006
Continuo encantada, sinto-me como se estivesse numa obra de arte gigante. Quantas vezes fico de pescoço torcido por ficar a olhar edificios à minha volta. No entanto aquilo que tenho gostado mais é das pessoas que tenho conhecido. Portugueses, espanhóis, polacas, italianas. Todos com histórias particulares, mas partilhando um espírito, uma bondade, uma harmonia... sempre com um sorriso na cara, sempre dispostas a partilhar, como se estivessem sempre felizes, como se só o presente contasse. Coisas tão dificeis de pôr em prática.
Adorei conhecer-vos. Podemos até nunca mais nos cruzar, mas um bocadinho de vocês já vai comigo...
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23 junho, 2006
Andar a manha inteira perdida pelas ruas de Barcelona. Sem bateria no telemóvel, sem mapa, sem relógio, sem saber como voltar para casa. Absorver tudo à minha volta, entrar em lojas, catedrais, e mercados. Comprar fruta e ir comendo pelo caminho, fazer compras. Encontrar após umas horas a gata que me levaria de volta a casa.
Magnífico. Tudo magnífico.
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22 junho, 2006
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21 junho, 2006
19 junho, 2006
provoco
rio bem alto
podem olhar
podem achar que sou louca
não quero saber
hoje não quero limites
os outros não vão ser barreira para a alegria
rio bem alto
podem olhar
podem achar que sou louca
não quero saber
hoje não quero limites
os outros não vão ser barreira para a alegria
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Quantas horas ficava sentada naqueles bancos, a absorver a cidade, a conhecer-te a ti... Bairro Alto, Chiado, Mouraria, Castelo, Alfama. Perdiamo-nos entre subidas e descidas, em restaurantes onde ficavamos até os empregados começarem a bater o pé impacientemente, em livrarias, em mercados duvidosos onde procurávamos os ingredientes mais exóticos, em passeios, em beijos intermináveis... Para mim Lisboa e tu partilhavam o brilho, a magia, o mistério.
Depois de ti, nunca mais voltei. Não havia mais para ver, subitamente o encanto havia desaparecido.
Vou voltar agora... porque tem que ser, porque sou obrigada. E não sei como é que a cidade se vai mostrar, como é que vou encarar as mesmas ruas.
Vou voltar agora... porque tem que ser, porque sou obrigada. E não sei como é que a cidade se vai mostrar, como é que vou encarar as mesmas ruas.
A magia tornou-se ameaça...
Será que vou encontrar vestigios do meu amor por ti?
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16 junho, 2006
Que bom...

Acordar cinzenta e abrir como o dia!
Às vezes a felicidade parece-me uma questão meteorológica...

Acordar cinzenta e abrir como o dia!
Às vezes a felicidade parece-me uma questão meteorológica...
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Outros caminhos
Acrescentei uns quantos links aí ao lado, de blogs que visito assiduamente há bastante tempo e que agora deixam os favoritos do pc e passam a fazer oficialmente parte dos meus caminhos. Espreitem! Qualidade e diversão garantidas!
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Mundial 2006
Com esta ausência prolongada acabei por deixar as convocatórias pendentes. Por isso, como sei que estou em falta, aqui vai uma convocatória em série... Para todos os gostos e nacionalidades...
Michael Owen - Inglaterra
Para terminar (por hoje!), e como não podia deixar de ser, porque o que é nacional é bom e porque somos acima de tudo apoiantes da nossa selecção...
esta é para ti
;)
;)
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E para homem também vale...
No seguimento do post anterior:
“Sou feinho, mas bem arrumado, simpático e cheiroso –
somando tudo isso, fica bonitinho”
Ronaldinho Gaúcho
É isso aí, até pode continuar feinho, mas vale pela atitude!
;)
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15 junho, 2006
"Olympia sabe que uma mulher tem uma aparência muito diferente quando é feliz, quando a sua beleza emana de uma sensação de bem-estar ou de se saber profundamente amada. Até uma mulher feia atrai os olhares, se for feliz, ao passo qua a mulher mais elaboradamente penteada e coberta de jóias, parecerá apenas decorativa se não transpirar contentamento."
Anita Shreve
Anita Shreve
A Praia do Destino
Concordam?
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14 junho, 2006
Um oceano é mínimo comparado com a nossa amizade, mas torna-se gigante perante a vontade de te abraçar e te dizer ao ouvido que tudo vai ficar bem...
-Bom-dia - disse o rapaz. E ajoelhou-se na água, em frente da Menina do Mar.
- Trago-te aqui uma flor da terra - disse; chama-se uma rosa.
E linda, é linda - disse a Menina do Mar, dando palmas de alegria e correndo e saltando em roda da rosa.
- Respira o seu cheiro para veres como é perfumada.
A Menina pôs a sua cabeça dentro do cálice da rosa e respirou longamente.
Depois levantou a cabeça e disse suspirando:
- É um perfume maravilhoso. No mar não há nenhum perfume assim. Mas estou tonta e um bocadinho triste. As coisas da terra são esquisitas. São diferentes das coisas do mar. No mar há monstros e perigos, mas as coisas bonitas são alegres. Na terra há tristeza dentro das coisas bonitas.
- Isso é por causa da saudade - disse o rapaz.
- Mas o que é a saudade? - perguntou a Menina do Mar.
- A saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão embora.
A Menina do Mar
Sophia de Mello Breyner Andresen
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13 junho, 2006
A avaria no computador e a consequente luta pela posse do computador pré-histórico que restou cá em casa afastaou-me destas coisas. Andei sem escrever e sem ler outros blogs. Aos poucos a vontade foi passando... parecia, pura e simplesmente, que não tinha nada para dizer.
Nas últimas semanas a disposição tem sido bastante diferente. De um momento para o outro vi-me sem as principais pessoas que preenchiam o meu dia-a-dia. Uns de férias, outros em trabalho, foram deixando o meu Porto mais vazio. E eu, que tanto gosto de estar sozinha, que várias vezes troco programas agitados por outros apenas comigo, senti-me perdida. Como se não soubesse como preencher os dias. Como se a companhia que tanto prezo, a minha, me surgisse agora de forma intrusiva e angustiante. Por não ter vindo por opção.
Descobri que preciso de ter pessoas à minha volta para dar azo à minha alegria. Que sem elas fica tudo em estado latente, como sementes em solo árido.
Virando-me para dentro as emoções aumentam de amplitude. Passar de uma sensação de satisfação e preenchimento para um estado de melancolia num curto período de tempo. Sentir-me permeável a tudo o que me rodeia, absorver, sentir tudo.
Aí já sentia que teria coisas sobre as quais escrever, reflectir, falar. Mas sentia que nada disso poderia ser exposto num blog. Voltei a questionar os motivos para o manter. Que lógica tem se não posso ser eu? Ter que criar uma faceta que todos possam "ver"? A partir daí pensei várias vezes em terminar o blog. Mas sei que sendo do "contra" como sou no momento em que o finalizasse ia ficar com a real vontade de escrever...
Não sei o que acontecerá depois deste post. Talvez volte a postar com ritmo, talvez a vontade seja fugaz e isto seja mesmo o princípio de um fim. Só sei que por enquanto posso dizer que...
Nas últimas semanas a disposição tem sido bastante diferente. De um momento para o outro vi-me sem as principais pessoas que preenchiam o meu dia-a-dia. Uns de férias, outros em trabalho, foram deixando o meu Porto mais vazio. E eu, que tanto gosto de estar sozinha, que várias vezes troco programas agitados por outros apenas comigo, senti-me perdida. Como se não soubesse como preencher os dias. Como se a companhia que tanto prezo, a minha, me surgisse agora de forma intrusiva e angustiante. Por não ter vindo por opção.
Descobri que preciso de ter pessoas à minha volta para dar azo à minha alegria. Que sem elas fica tudo em estado latente, como sementes em solo árido.
Virando-me para dentro as emoções aumentam de amplitude. Passar de uma sensação de satisfação e preenchimento para um estado de melancolia num curto período de tempo. Sentir-me permeável a tudo o que me rodeia, absorver, sentir tudo.
Aí já sentia que teria coisas sobre as quais escrever, reflectir, falar. Mas sentia que nada disso poderia ser exposto num blog. Voltei a questionar os motivos para o manter. Que lógica tem se não posso ser eu? Ter que criar uma faceta que todos possam "ver"? A partir daí pensei várias vezes em terminar o blog. Mas sei que sendo do "contra" como sou no momento em que o finalizasse ia ficar com a real vontade de escrever...
Não sei o que acontecerá depois deste post. Talvez volte a postar com ritmo, talvez a vontade seja fugaz e isto seja mesmo o princípio de um fim. Só sei que por enquanto posso dizer que...
VOLTEI
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30 maio, 2006
A saudade é um arrepio de frio que nos aquece a alma.
*Mermaid*
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22 maio, 2006

adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te,adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te,adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te...
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Engraçado como os hábitos por vezes se alteram rapidamente. Primeiro não me apetecia escrever, depois foi o computador que decidiu avariar e complicar o processo, agora... agora parece que já não sei como é que isto se faz...
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